Alojamento · 9 de set. de 2026

Reduzir a comissão das OTA sem baixar preços: o que funciona e o que não funciona

Voltar ao Blog

Reduzir a comissão que paga às OTA não é vender mais barato no seu site. É dar motivos que não sejam o preço para reservar diretamente, e não perder as reservas diretas que já está a gerar sem saber.

Primeiro, o dado que falta

Antes de mexer em nada: quanto lhe custa realmente cada canal?

Não a comissão nominal, mas o custo por reserva incluindo o que gasta a captar direto. Muitos hotéis descobrem aqui que o seu canal direto não é assim tão barato, ou que uma OTA concreta lhes sai melhor do que supunham.

E o segundo dado, mais incómodo: quantas reservas diretas se perdem por não atender o telefone. É o que torna esta conversa acionável, e está detalhado em quantas chamadas perde o seu hotel.

O que funciona

Atender sempre

A alavanca mais ignorada e a mais direta. Uma chamada perdida tem alta probabilidade de acabar numa OTA: a pessoa já estava a ver o seu hotel, apenas muda de sítio para o reservar.

Aqui não há conflito de paridade nem desconto: é uma reserva que ia ter e que lhe escapa por razões operacionais.

Dar valor não comparável em preço

Late check-out, melhor quarto disponível, estacionamento incluído, flexibilidade de cancelamento. Nada disto toca na tarifa publicada e tudo isto muda a decisão.

É a via que gera menos atrito com as plataformas.

Trabalhar a reserva repetida

Um cliente que já ficou e volta direto é a reserva mais barata que existe. Uma mensagem bem colocada após a estada, com campanhas de WhatsApp, rende mais do que qualquer campanha de captação.

Fechar o círculo do billboard

Muita gente descobre o hotel numa OTA e depois procura o nome para reservar direto. Se nesse momento o seu site é confuso ou o telefone não atende, pagou a montra e ofereceu a venda.

O que não funciona

Baixar o preço no seu site. Além do problema da paridade, treina o cliente a esperar desconto e corrói a margem que queria proteger.

Desligar-se de repente de uma OTA. A queda de ocupação chega muito antes do aumento do direto, e quase sempre acaba em recuo com piores condições.

Um motor de reservas novo, e mais nada. Mudar de motor melhora a conversão de quem já chega ao seu site. Não gera procura nem atende o telefone.

Negociar a comissão sem volume. A negociação existe, mas raramente é a alavanca principal para um hotel independente.

A ordem que faz sentido

Primeiro deixe de perder o que já gera: atender todas as chamadas e fazer com que o site resolva. É a única parte que não depende de mais ninguém.

Depois dê motivos não monetários a quem já o está a comparar.

Depois trabalhe a repetição, que é onde o custo por reserva desce a sério.

E só então repense a mistura de canais. Ao contrário, acaba na discussão de preço do primeiro parágrafo.

O contexto sobre o que são as OTA e quando compensam está em OTA: o que são e quando deixar de depender delas.

Perguntas frequentes

Posso oferecer um preço mais baixo no meu site?

Depende do seu contrato e do enquadramento legal aplicável, que mudou nos últimos anos. É uma questão para a sua assessoria antes de mexer em tarifas, não uma decisão de marketing.

Que percentagem de direto é razoável?

Não há um número universal: depende do tipo de hotel, do destino e da marca. Mais útil do que perseguir uma percentagem é vigiar que o custo médio por reserva desça trimestre a trimestre.

Vale a pena pagar por posicionamento dentro da OTA?

Pode fazer sentido pontualmente, mas meça-o pelo que é: um custo de captação adicional que se soma à comissão, não uma alternativa a ela.

Por onde começar

Apure o custo real por reserva de cada canal e o número de chamadas perdidas do último mês. Com esses dois dados, a conversa deixa de ser ideológica.

Como deixar de perder chamadas está em agente de voz, e o porquê do canal direto em reservas diretas.

Descobre como funciona a IA de voz da Bookline. Entra em contacto connosco.